Meu dia D

E aí que casei!
E aí que pra mim e meu marido foi tudo lindo, gastamos o mínimo possível mas foi lindo.
Aqui na Suécia coisas bobas como manicure, cabeleireiro, maquiador são absurdamente caras, então tive de me virar nos 30, afinal foi tudo muito de repente – conheci John, noivamos e logo depois eu já estava aqui casando. Ao mesmo tempo estou me mudando, me adaptando (mooonte de roupa de inverno pra comprar) e ainda por cima tem todo o gasto do procedimento do visto de permanência que envolve algumas idas (sim, no plural) ao Brasil – haja dinheiro! E ainda tem umas antas que se espantam quando falo que minha família não veio para o casamento, como se a Suécia fosse bem ali em Caucaia, baratinho de ir.

A preparação:
Usei um donut pra fazer um coque, tentei armar um pouco na parte de cima, não deu certo e começou o drama da noiva: botei pra chorar, John me abanando, meus olhos inchando e o tempo passando. Fiz o coque de qualquer jeito e ficou uma bosta mesmo, mas foda-se e abri o tutorial do youtube pra fazer o make. Do meio pro final eu já estava improvisando e fazendo de qualquer jeito pois eu só tinha mais alguns minutos. Quando desci, John já estava com o celular na mão me filmando com aquela cara de apaixonado :) #PartiuCasório

A cerimônia:
A cerimônia foi toda em inglês, o juiz que nos casou falou o quanto ele achava lindo o que a internet tem feito pelas pessoas: unir culturas totalmente diferentes em nome do amor.
O lugar que casamos é uma casa antiga que o interior é bem parecido com o de um castelo. Essa casa você não paga absolutamente nada pra casar nela, apenas o juiz. Depois da cerimônia, que foi assistida apenas pelo pai de John e seus dois filhos (minha sogra estava viajando), fomos todos pra nossa casa comer, beber, festejar com o skype ligado e minha família no Brasil conectada comemorando junto.


Economizamos em muita coisa, mas em compensação a aliança… Tentamos comprar online pela Tiffany & Co, mas no site não falava nada se eles enviavam para Suécia, enviei um e-mail que foi respondido mais de uma semana depois (e quase uma semana depois de comprarmos a aliança) com eles dizendo que só vendem pra Suécia por telefone (oi?!), ou seja PÉSSIMO atendimento da Tiffany & Co. Acabamos comprando um modelo igual ao que gostamos da Tiffany mas com um diamante de maior quilate, e a diferença de preço não foi tão grande. Ponto pra nós!

Pós cerimônia:

Como John é super bom de cozinha e eu de decoração, dividimos as tarefas e ele planejou todo o menu enquanto eu percorri lojas como Ikea, Panduro, Gallerix buscando coisas pra decorar a mesa. Minha ideia é que fosse bem simples porém de bom gosto. Não quis toalha nas mesas, deixei elas do jeito que são mas fiz questão que todos os itens combinassem entre si. No menu além do bolo de chocolate branco com amoras, tivemos muita finger food: palitinhos com camarão e mini cebolinhas em copinhos com molho sweet chili, queijo roquefort e tomate seco, queijo gouda com carne fria e molho teriyaki… enfim, a gente saiu misturando coisinhas que gostamos em palitinhos e no fim ficou bem gostoso. Também botamos uma brande tigela com balinhas de gelatina, chocolates e pirulitos pois nós e nossos convidados adoraaaam. Para beber tivemos vinho branco, champagne de morangos silvestres e cerveja para os meninos. As 22hrs eu já havia subido para o quarto, mas John ainda ficou com todos na sala bebendo e conversando até as 3 da manhã! 😀

Meu look:


Vestido Marie Mercié (Recife) R$289 comprado horas antes de embarcar – brincos Glitter (Suécia) R$30 – Sapatos Zalando (Suécia) R$70

Fotos by Ida Mikkonen
Edição by Laisa Soares (amaaaaamos esse presente que você deu, sua linda! <3 )

SJP na capa da Cosmopolitan USA

Suspende a Suécia que a musa saiu na capa da Cosmopolitan USA! *corre em círculos*

Com um vestidículo colado na alma, os peitões pulando pra fora do decote, Sarah saiu linda na capa da Cosmo sambando na cara das novinhas com seus 50 anos na carteira de identidade.
Atualmente ela está com um seriado e dois filmes engatados na agulha pra sair, sem contar na sua coleção de sapatos que tem feito sucesso, dando cria à uma coleção especialmente para noivas – com isso ela tem feito turnê por todos os EUA distribuindo autógrafos em sessões realizadas nas lojas que revendem os sapatos da sua coleção. Ah, algumas semanas atrás ela achou um tempinho na agenda para passar uns dias passeando em Estocolmo com a família (respirei o mesmo ar que a Sarah Jessica, wow! 😀 )

Na matéria da revista, ela fala sobre o “incidente” de dar a entender aos fãs que o seriado voltaria ou o filme teria a parte 3 quando na verdade ela estava apenas preparando pra anunciar que os sapatos seriam vendidos na Bloomingdales (e eu matei a charada na hora, mas ninguém me dá ouvidos…tá vendo?) e os fãs até hoje ficam p*tos com ela por isso. Tadinha!
Aproveitando, bom lembrar aos umbigocentristas americanos que ao contrário do que eles estão falando, essa NÃO É a primeira vez que SJP está na capa da Cosmopolitan. Essa é a primeira vez que ela está na capa da Cosmopolitan USA. Assim né… os americanos precisam entender que existem outros países no mundo fora o país deles e esses países também tem Cosmopolitan *respira fundo*. Aqui está ALGUMAS das capas de Cosmo com SJP:

Foi sorte?

Fazendo a linha old school blogueira que usava blog apenas pra desabafar ou escrever bobeiras aleatórias (foi assim que comecei, em 2001 com meu primeiro blog) por hoje decidi levar um papo reto com vocês…

O tempo inteiro sou abordada com mensagens do tipo: “menina, eu sou doida pra sair do Brasil, como tu arrumou esse gringo?” ou “aaaahhh arruma um gringo pra mim!” ou ainda “tu é muito sortuda, arrumou um gringo!“- aí pergunto:

Você quer um amor ou um passaporte europeu?

Sim, fui sortuda de procurar E ACHAR o amor da minha vida, ele ser sueco pra mim foi um detalhe. Muita gente procura e não acha. E muita gente não acha porque não procura. Procurei, mas procurei com vontade, com força porque eu sabia que merecia.

Antes de conhecer o John, tive noivo que me bateu no meio da rua na frente dos amigos. Tive namorado que me estapeou na cara dentro da minha casa. Tive namorado que tava comigo só por interesse nas minhas coisas, outro por interesse de subir na profissão. Tive namorado que noivou comigo num dia e dia seguinte descobri que ele tava de caso com uma mulher sósia do bob esponja. Também namorei um canadense que estava trabalhando no Recife por quase dois meses, se deu super bem comigo e na hora de ir embora falou “não vamos continuar, você é professora e eu engenheiro, logo não temos os mesmos objetivos pois eu li num livro que isso não daria certo”. Fora tudo isso, saí com metade do Recife pra tomar um café ou almoçar e ouvi coisas do tipo “você pela foto parece ser fresca”, “que tal sair daqui e ir tomar um vinho lá em casa?”, “nossa, tô com um furúnculo horrível no meio da bunda… você vai mesmo comer esse sunomono?” – e teve aqueles que moravam no mesmo bairro, ficavam semanas de conversê no whatsapp e não marcavam de tirar a bunda do sofá pra ir me conhecer pessoalmente. A estrada foi árdua, por isso não vejo exatamente como “puramente sorte”. John não caiu do céu, passei perrengue até achá-lo, fiz por onde merecer ele, eu o busquei! Busquei de verdade porque queria mais que tudo o amor da minha vida na minha vida.

Então antes de pensar “bicha sortuda, por que eu num tenho essa sorte?” , se pergunte:

O quanto você está disposto(a) a buscar? Até onde você quer buscar e o quanto de dificuldade você quer passar e mudar sua vida completamente?

Eu botei a cara no sol, não me fechei pra nenhuma possibilidade, busquei até na internet e foi lá que achei.
E quando achei, sabia que teria de ter a coragem de ir embora, nervos pra passar pela longa e árdua estrada burocrática e necessária para poder viver legalmente aqui (estrada essa que tá só começando pra mim, ainda vão ter algumas idas de meses no Brasil), sem contar na adaptação à cultura, costumes… tudo. Espero que depois de contar tudo isso, as pessoas revejam melhor o que elas acham que foi puramente sorte.

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